O Algimare cultiva macroalgas Gracilaria com marisqueiras e pescadores do litoral norte do RN — gerando renda real, reduzindo o extrativismo e preservando o ecossistema costeiro.
Conheça o projetoUma iniciativa do Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente em parceria com a EMPARN, financiada pelo Edital Socioambiental da Petrobras.
Por gerações, as comunidades costeiras de Macau e Galinhos viveram da extração direta dos bancos naturais de algas, camarões e outros organismos marinhos. Uma relação legítima com o mar — mas que, com o tempo, começou a pressionar os estoques além do que o ecossistema consegue regenerar.
O Algimare nasceu para mudar essa equação. Não proibindo. Oferecendo algo melhor. Através do cultivo de macroalgas Gracilaria em balsas flutuantes, o projeto insere marisqueiras e pescadores em uma atividade produtiva sustentável, com protocolo técnico da EMPARN e ciclo de cerca de dois meses.
Executado pelo Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente, com apoio técnico-científico da EMPARN e financiamento da Petrobras, o projeto atua em Barreiras, Diogo Lopes e Sertãozinho (Macau) e no Distrito de Galos e em Galinhos.
Preservação não como sacrifício.
Como escolha que faz sentido econômico.
Tecnologia acessível, ciclo de dois meses e processo inteiramente manejado pelas comunidades de Macau e Galinhos.
Estuários e braços de mar com boa circulação de correntes, luminosidade adequada e água livre de contaminação — características naturais de Macau e Galinhos.
Estruturas de canos de PVC, cabos de nylon e boias ancoradas no leito marinho. Simples de montar, duráveis e seguras para operar em estuários costeiros.
Tufos de cerca de 20g são amarrados às cordas a cada 20cm. No primeiro ciclo, as ramas vêm dos bancos naturais; depois, das próprias balsas.
A equipe acompanha o crescimento, remove organismos incrustantes e protege as balsas de predadores naturais como tartarugas marinhas e peixe-boi.
As algas são retiradas à mão e levadas ao galpão. Uma fração de cada balsa é reservada como muda para o próximo plantio.
No galpão, a Gracilaria é lavada, pesada, seca e embalada — saindo como alga in natura, desidratada ou extrato líquido biofertilizante.
Cada ciclo de dois meses é acompanhado com biometria e análise da água pela equipe técnica da EMPARN.
A Gracilaria é uma macroalga vermelha nativa do litoral nordestino. Por décadas foi extraída dos bancos naturais; o Algimare transformou essa relação: em vez de extrair, cultiva. Matéria-prima do ágar — presente em géis, espessantes e meios de cultura para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética — e insumo de biofertilizante para a agricultura familiar.
Gracilaria fresca, colhida e comercializada após a lavagem. Destinada a mercados locais, restaurantes e intermediários da indústria. Saída mais rápida e menor custo de processamento.
Seca e embalada no galpão das comunidades. A desidratação amplia a vida útil e o raio de distribuição para a indústria de ficocoloides — ágar e alginatos.
Obtido pela trituração das ramas. O extrato concentrado funciona como fertilizante foliar — conectando o litoral ao campo e abrindo uma segunda cadeia produtiva.
Três produtos. Três mercados. Uma espécie que o litoral
potiguar já conhecia há gerações.
Marisqueiras e pescadores de Macau e Galinhos que passaram a ter na algicultura uma fonte regular de renda.
Cada ciclo de dois meses reforça o modelo e reduz a pressão sobre os bancos naturais de algas da região.
Produção gerada sem nenhuma extração adicional dos bancos naturais após o primeiro ciclo de plantio.
Linhas distintas a partir do mesmo cultivo: alga in natura, alga desidratada e extrato líquido biofertilizante.
Barreiras, Diogo Lopes e Sertãozinho (Macau) e o Distrito de Galos e o município de Galinhos (RN).
Cada família inserida no cultivo reduz na mesma proporção sua dependência dos bancos naturais. O Algimare não é só geração de renda: é alívio de pressão sobre um ecossistema que abriga espécies ameaçadas como o peixe-boi e a tartaruga marinha.
As marisqueiras de Galinhos conhecem o mar antes de conhecer qualquer manual técnico. São elas que percebem quando a maré está propícia, quando as balsas precisam de atenção, quando é hora de colher. O Algimare não trouxe conhecimento de fora: trouxe tecnologia para dentro de quem já sabia, há gerações, como cuidar do que o mar oferece.
[ Preencher: fala direta de marisqueira ou pescador sobre o impacto do projeto — coletar nas comunidades ou em relatórios sociais. ]
[ Preencher: segundo depoimento — preferencialmente de um perfil diferente do primeiro. ]
O Algimare é executado por pessoas que têm o mar como identidade — e que aprenderam que cuidar do mar também é cuidar de si.
Macau e Galinhos ficam no litoral norte do RN, em uma região de estuários, manguezais, lagoas costeiras e pesca artesanal que atravessa gerações. Galinhos é de acesso restrito — chega-se de barco ou por estrada de areia — o que diz muito sobre o isolamento histórico dessas comunidades.
As águas em que o Algimare atua não são cenário: são o sujeito da equação ambiental que o projeto resolve. Bancos de algas nativas, manguezais e a presença confirmada de peixe-boi e tartarugas marinhas nas mesmas áreas onde as balsas operam.
O projeto abrange cinco comunidades com vocação histórica para a pesca e a mariscagem — que encontraram no cultivo de Gracilaria uma forma de seguir vivendo do mar sem destruí-lo.
Uma articulação que combina capacidade técnico-científica, financiamento de qualidade e enraizamento comunitário real. Cada parceiro cumpre uma função insubstituível.
Financiadora do projeto através de processo seletivo nacional. A aprovação no edital é, por si só, uma chancela de qualidade e relevância.
Responsável pelo protocolo técnico-científico de cultivo. Garante que cada etapa tem respaldo de pesquisa aplicada — ciência em campo.
Parceira comunitária e beneficiária direta. Representa os pescadores e marisqueiras que cultivam, manejam e colhem a Gracilaria.
Executor do projeto. Responsável pela gestão, articulação entre parceiros, capacitação das comunidades e comunicação do Algimare.
Confira as últimas atividades, coberturas e registros do projeto.
Marisqueiras e moradores de Macau e Galinhos exploraram o uso culinário da Gracilaria cultivada nas balsas do Algimare.
[ Preencher: chamada da matéria — solicitar registro ao cliente. ]
[ Preencher: visita técnica, ciclo de colheita ou registro fotográfico. ]
Se você quer conhecer melhor o projeto, cobrir o Algimare como pauta jornalística, explorar uma parceria institucional ou saber mais sobre o cultivo de macroalgas no litoral do RN — fale com a gente. Respondemos pelo Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente.
A decisão certa começa por entender o que
o mar pode oferecer quando é bem cuidado.